Quarta-feira, Maio 13, 2009

Em busca do conhecimento

Boa noite.

Este blog do conhecimento tem tido algum tempo de pausa, contudo os seus autores encontram-se sempre ávidos de conhecimento.
O facto de não haver disponibilidade (devido a muito trabalho) não implica que não haja um desejo imenso de continuar a actualizar e inovar este site.
Dito isto, escrevo este post para anunciar que se algum dos nossos leitores quiser contribuir com um artigo poderá sempre enviar para o mail luispereira.org@gmail.com , o qual será lido e validado de acordo com os critérios científicos em que queremos manter este site (artigo bem redigido, com explicações claras e devidamente fundamentados com respectiva bibliografia) ou então tornar-se mesmo colaborador.
Aguardamos as vossas contribuições e obrigado pelos comentários e acompanhamento diário que o blog tem tido.

E boas pesquisas!

Domingo, Março 09, 2008

A Matemática no Jardim-de-Infância

Matemática, a disciplina tão mal tratada nos dias de hoje, é raro o aluno que diz gostar de matemática. E isto acontece porque não tomaram contacto com ela, não foram estimulados para ela desde cedo. É nos centros de acção educativa que muitos educadores de infância levantam questões relativamente aos processos de aprendizagem da criança, principalmente ao nível da aprendizagem da matemática. É nos jardins-de-infância que os educadores tomam consciência das acções matemáticas implícitas nas diversas actividades quotidianas das crianças ( e estas acontecem quando, por exemplo, as crianças procuram soluções para os problemas que vão surgindo quando interagem com os colegas, no seu espaço com os materiais) e por outro lado, tentam (os educadores) adequar a sua intervenção no desenvolvimento de aprendizagem dos conceitos e noções matemáticas, pois são eles que estimulam, provocam, questionam, clarificam e explicitam às crianças as acções que realizam para que estas melhor dominem, desenvolvam e sistematizem as suas aprendizagens.

Embora cada criança seja única e por isso tenha um percurso único, ela vai ter de estar integrada num grupo pois só aí poderá imitar os modelos que observa, criticar e argumentar os seus opositores, isto é, só em grupo poderá desenvolver actividades de estímulo para a sua aprendizagem.

As situações quotidianas que se revelam no jardim-de-infância, na sala dos 3 e 4 anos, são, por exemplo, situações em que as crianças comparam e classificam tamanhos, formas ou cores, fazem correspondências, ordenações, simetrias, entre outras actividades. Na sala dos 4 e 5 anos pode-se fazer combinações, tais como as possibilidades de colocar 4 meninos dentro da “casinha”, por exemplo, uma menina e três meninos, duas meninas e dois meninos, entre outras combinações e situações.

Quinta-feira, Janeiro 03, 2008

2008

A equipa do Blog do Conhecimento deseja a todos os seus leitores um excelente ano de 2008.
E que o conhecimento esteja convosco.

Sábado, Dezembro 01, 2007

Parafilias

Entende-se por parafilia o conjunto de comportamentos sexuais nos quais a fonte primordial de prazer não se situa no acto da cópula mas sim em qualquer outra actividade, objecto, pessoa, etc.
Torna-se relevante indicar que um comportamento é classificado como parafilia consoante a sociedade em que se insere, dado que os comportamentos parafílicos são, na sua maioria, considerados como comportamentos sexuais desviantes (o conceito de desviante apenas é aplicado se o comportamento se distinguir do socialmente aceite).
As parafilias atingem o seu "estado crítico" quando o indivíduo deixa de ter uma actividade sexual normal paralela e se dedica apenas a este tipo de comportamento desviante, sendo possivelmente nocivo para a sociedade e para os indivíduos que o rodeiam (em casos específicos como é exemplo a pedofilia).
De seguida fica uma pequena lista de comportamentos considerados como parafilias na nossa sociedade:

Frotteurismo - excitação sexual obtida quando o indivíduo se encosta a uma pessoa completamente vestida ("roçando-se"). É comum estes indivíduos frequentarem comboios, metros e aglomerações de pessoas (concertos ao ar livre ou outro tipo de eventos)

Gerontofilia - atracção sexual de uma pessoa não-idosa por uma idosa, passível de ser encontrada nos dois sexos;

Necrofilia - excitação resultante de contacto visual ou táctil, ou até mesmo de actos sexuais com cadáveres;

Hebefilia - excitação sexual resultante do contacto visual ou físico com adolescentes que se encontram em fase de transformação hormonal e corporal, denominados também como pré-adolescentes (11 - 14 anos);

Tricotifilia - excitação sexual provocada pelo contacto visual ou físico com pêlos e cabelos;

Pregnofilia
- excitação sexual apenas existente em contacto com mulheres grávidas;

Partenofilia - fixação e excitação sexual por pessoas virgens;

Pigofilia - excitação sexual obtida exclusivamente pelo contacto visual ou táctil com nádegas;

Esta é apenas uma pequeníssima lista das parafilias existentes. Convido o leitor a pesquisar o tema se se encontrar interessado no tema e irá deparar-se com um conjunto de comportamentos que não pensou existir.

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Quinta-feira, Novembro 01, 2007

Alimentação e nutrição na infância

Controlar a alimentação não é educar mal as crianças

Dantes pensava-se que uma criança magra era especialmente vulnerável a doenças e infecções. As vacinas e os antibióticos deitam hoje por terra essa desculpa para criar crianças gordas e, alem disso, está demonstrado que um peso normal na infância favorece um peso saudável no futuro.
E se uma criança tem peso a mais e parece encaminhar-se para a obesidade? As estatísticas são preocupantes: nos Estados Unidos 15% das crianças a partir dos 6 anos tem peso a mais, e outros 15% encaminham-se nessa direcção.
Em Portugal, 31% das crianças entre os 7 e os 9 anos sofre de excesso de peso.
Para obter uma aproximação (nunca exacta) ao peso que deve ter uma criança entre 2 e 5 anos há que multiplicar a idade em anos por dois, mais oito.
As patologias relacionadas com este tipo de problemas atingem 7% das despesas totais de saúde.
Os Centros Educativos são os lugares mais indicados para voltarmos à nossa dieta mediterrânica, fonte de saúde e bem-estar.
É certo que a herança genética cumpre o seu papel em muitas famílias, porém, em metade dos casos das crianças com excesso de peso, a causa fundamental do problema é o ambiente. Inclusivamente a predisposição para uns quilos a mais não é necessariamente determinante: a verdade é que, sem um meio propício, os genes não se expressam.
Como ajudar uma criança que já tem peso excesso de peso a crescer com o peso que lhe corresponde? As crianças com excesso de peso não devem “fazer dietas de emagrecimento”, visto que isto poderia comprometer a sua nutrição e o seu crescimento normal. Nem tão pouco se deve dar mais atenção ao peso do que ao amor ou à aceitação e à apreciação dos talentos e sucessos da criança.


Aprender a comer o certo na medida certa


Os pais devem controlar a alimentação das crianças desde que nascem. Contudo, muitos adultos não percebem em que medida são responsáveis por vários aspectos e significados da alimentação.

Quanto comer? As crianças devem aprender a comer como resposta à fome e deixar de comer quando estão satisfeitas. Os adultos que as incitam repetidamente a comer quando não têm fome, a comer “um pouco mais” ou a “limpar o prato”, ensinam-nas a ignorar a fome e a saciedade como sinais naturais do organismo para comer e parar.
Por outro lado, quando ao acto de comer se imprimem valores, está-se a criar o ambiente propício para os problemas.
Assim, algumas crianças aprendem com os seus avos e pais a associar a comida à aceitação e ao amor.
A quantidade de alimento é um factor importante. Sabe-se que as crianças comem mais quando lhes servem maior quantidade de comida. É melhor servir pequenas quantidades de alimento e dar uma quantidade ainda mais pequena se a criança desejar repetir.

Quando comer? Fazer refeições de forma e com horários regulares é muito importante porque permite que as crianças sintam apetite e aprendam a satisfazê-lo com alimentos saudáveis. Pelo menos, uma refeição familiar por dia já ajuda bastante. Se não se puder estabelecer uma refeição familiar diária, convém organizar uma ou mais durante o fim-de-semana.

Onde comer? É importante que todas as bebidas e alimentos se consumam sentados à mesa, não em frente á televisão ou ao computador. As refeições nos Centros Educativos costumam ter bastante gordura. E cada vez mais os Centros estão equipados com máquinas de refrescos. Os pais devem estar atentos a este facto e controlar os menus dos Centros, e insistir em que façam mudanças positivas para que os seus filhos consumam alimentos saudáveis.

O que comer? Cabe aos pais proporcionar os alimentos e fazer uma escolha razoavelmente saudável. Se a casa estiver a abarrotar de bolachas, chocolates, rebuçados, batatas fritas, refrescos e gelados, é isso que as crianças vão querer. O mais correcto é manter uma provisão regular de fruta, salada de fruta, hortaliça cortada em palitos, cremes para barrar o pão pouco gordos, lácteos meio-gordos, etc.
As crianças aprendem a gostar dos alimentos que se acostumam a comer. A ênfase deve pôr-se nos alimentos saudáveis: fruta, hortaliça, peixe, carnes com pouca gordura, frango sem pele, produtos lácteos com baixo teor de gordura ou desnatados, pães e cereais integrais.
Quando têm sede, é melhor dar-lhes agua, leite ou sumos de frutos naturais do que refrescos ou sumos comerciais.
Não se deve proibir nenhum alimento, excepto por razoes de saúde, como no caso de diabetes ou intolerância ao glúten. Uma guloseima ou um alimento com gordura podem incluir-se de vez em quando, ou mesmo todos os dias, se as quantidades forem razoáveis.
Se um alimento de que a criança gosta, como guloseimas, batatas fritas ou gelado, se proíbe totalmente, mais desejável se torna e a criança pode começar a ingeri-lo sempre que os pais não estejam presentes. Por outro lado, usar estes alimentos como recompensa também espicaça mais o desejo.
Não é conveniente preocupar-se em excesso com a quantidade de bolos, guloseimas, gelado ou refrescos que consome uma criança com excesso de peso numa festa, visto que se trata de ocasiões especiais. Em geral, é pouco sensato proibir alimentos a uma criança esgrimindo a razão do excesso de peso: a restrição conduz sempre ao excesso na oportunidade seguinte.

Menos televisão, mais desporto

Hoje, as crianças fazem cada vez menos actividade física, tanto na escola como fora dela. E por cada hora de exercício físico que realizam, o risco de obesidade diminui em 10%.
É um direito dos pais insistir junto dos Centros Educativos na promoção de mais actividades desportivas. É, também, fundamental restringir as horas que as crianças passam em frente da televisão e do computador, e troca-las pela bicicleta, pelos jogos no parque ou pela prática de algum desporto. Não parece uma boa medida colocar um aparelho de televisão no quarto das crianças, a menos que estas respeitem um cronograma estabelecido pelos pais para ver televisão. Há uma relação directa entre o peso, o aumento de peso e a quantidade de tempo que vêem televisão e jogam com o computador: por cada hora, o risco de obesidade da criança aumenta em 12%.

Por Dr. Alberto E. J. Cormillot, médico, educador para a saúde, escritor, conferencista e comunicador social
Artigo retirado da Revista: Educadores de Infância, nº 30, Novembro, Editora EDIBA

Quarta-feira, Outubro 24, 2007

O sentido de número e as crianças

Muitos adultos não têm o sentido de número, ou seja, não compreendem o seu significado, a que se referem, tendo simplesmente uma vaga ideia de como são usados. No entanto um dos principais temas da matemática desde o jardim-de-infância até ao oitavo ano de escolaridade deve ser o de desenvolver o sentido de número, incluindo o uso efectivo e a compreensão dos números em aplicações tal como noutros contextos matemáticos.

As pessoas com sentido de número percebem facilmente as relações numéricas e os seus vários significados, sentem-se confortáveis e confiantes com números sabendo usa-los e interpreta-los de modo a fazerem sentido.

É importante que se comece a desenvolver desde cedo (aquando as ideias fundamentais podem ser adquiridas dentro de uma estrutura de utilização e aplicação) o sentido de número, para que as crianças percebam que os números não existem só nos livros e são importantes para fazer cálculos, mas também são utilizados em muitas outras formas que não envolvem o cálculo, como por exemplo a localização, a ordenação, a identificação, a medição e a estimação. É importante que as crianças aprendam a observar e a consciencializar-se de como os números são utilizados.

Como exemplo da utilização de números e do sentido de número na localização, podemos pedir ás crianças para, numa ida a um auditório, se sentarem nos respectivos lugares. Com isto as crianças aperceber-se-ão que os números dos lugares estão ordenados consecutivamente, ou seja, de um lado estava ordenados os números pares e de outros os números impares. Este conceito leva-nos ao conceito de ordenação (os números são utilizados para estabelecer uma certa ordem em muitos lugares e essa ordem está sempre dependente do critério utilizado). Para se explicar este conceito ás crianças poderemos fazer com que o(a) educador(a)/ professor(a) alinhe as crianças por ordem de alturas e depois por ordem alfabética e mostrar-lhes que não ficam pela mesma ordem.

Outro dos conceitos importantes a ensinar para a desenvolver o sentido de número é o conceito de identificação. Os números funcionam também como meios de identificação. Pode-se pedir ás crianças para identificarem o número da porta de sua casa, para escreverem os números de telefone de casa, do pai ou da mãe, o número de dentes que tem, a hora de deitar e levantar, a sua altura e o seu peso, por exemplo. Ao pedirmos á criança a sua altura e o seu peso encontramo-nos já a trabalhar com a acriança o conceito de medição. Outras medidas que as crianças utilizam são as de tempo e de comprimento ou distância.

O sentido do número nas crianças pode mais tarde ser reforçado com experiências de interpretar dos números. É importante que as crianças aprendam a interpretar números logo nos primeiros anos de modo que tenham bases firmes para futuras aprendizagens.
Outro conceito muito importante é o de estimação. Nunca é demasiado cedo para as crianças saberem que a matemática não é sempre exacta e que nem sempre existem respostas certas. Por vezes basta uma simples aproximação dos resultados. Depois do conceito de medição estar desenvolvido, as crianças já estão familiarizadas com o metro, então poderemos perguntar-lhes, por exemplo, se acha que um menino do primeiro ano tem 2 metros. A criança não necessita saber quanto mede a outra criança, mas saberá dizer que não tem dois metros.

Um outro aspecto da estimação é a capacidade para reconhecer quando os números são razoáveis e fazem sentido. O(a) educador(a) deverá ajudar as crianças a pensar sobre as coisas e a perceber que se com, por exemplo, 10 blocos de lego são suficientes para construir uma casa, 100 blocos são suficientes para construir duas casas e uma escola e com 1000 blocos se pode construir uma cidade pequena. Cada alteração na ordem de grandeza do número de blocos torna possível fazer coisas diferentes. As crianças precisam de trabalhar com alterações na ordem de grandeza dos números. O(a) educador(a) deve ajudar as crianças a ver a diferença de utilização entre os números 1, 10, 100, 1000, … e que é a ordem de grandeza do número que determina o seu uso apropriado.

Os resultados do National Assessment of Educational Progress (NAEP) indicam que as capacidades matemáticas se desenvolvem ao longo de um grande período de tempo. Experiências de interpretação de números deveriam ser parte integrante de cada aula de matemática, pois um dos resultados do NAEP indica que a maioria dos alunos fazem os cálculos correctamente mas não sabem como interpretar a resposta. Os (as) educadores(as) nos primeiros níveis de ensino deveriam aproveitar todas as oportunidades para levar as crianças a pensar sobre os números num calculo e na forma como eles devem ser interpretados. O educador deve seleccionar exemplos segundo o nível de sofisticação das crianças de modo que todas as crianças possam ver como é que o mesmo cálculo pode ser aplicado em muitos problemas diferentes.

Nunca é cedo demais para aprender que a natureza do problema determina qual deve ser a interpretação razoável dos resultados.

Terça-feira, Outubro 23, 2007

A Medicina e a Odontologia Do Sono Com Saliva Artificial e Aparelho Oral

As áreas urbanas modernas crescem caoticamente e é comum devastar as áreas verdes, cortar as árvores, e o não reflorestamento urbano ou das áreas rurais, o que aumenta a poluição e diminui drasticamente a umidade do ar, que agrava as alergias respiratórias obstrutivas crônicas nos seres humanos, sem levar em conta o impacto das indústrias e veículos poluentes, queimadas, etc.

O Ar poluído, Seco, frio, causa grande desconforto devido complicações dos Distúrbios Respiratórios Obstrutivos do Sono, respiração Bucal, rinite crônica, sinusites, bruxismo, roncos, voz rouca, Apnéia Obstrutiva do Sono, depressão pela má oxigenação cerebral e sono não reparador, pesadelos com morte devida obstruções respiratórias, taquicardias e hipertensão noturna e sistêmica.

O Ronco é o som causado pela respiração bucal e a vibração do palato mole e úvula, e quem ronca têm a boca seca e despertar para tomar água o que fragmenta o sono.

A Apnéia Obstrutiva do Sono (SAOS) é causada por colapsos entre a língua e retrofaringe, palato mole e retrofaringe, obstrução respiratória durante o sono, despertares e sono não reparador. O sintoma principal da apnéia obstrutiva do sono é o Ronco habitual noturno associado com períodos de silêncio, obstrução, e sonolência excessiva diurna. A apnéia do sono se manifesta em todas as faixas etárias em ambos os sexos porém é mais comum em homens.

A SAOS causa dessaturação do oxigênio no sangue devido às hipóxias que é a cessação da respiração durante 10 segundos ou mais, por várias vezes por hora durante o sono. A Apnéia Obstrutiva do Sono ocorre em 0,7% a 4% das crianças e pode causar fragmentação da respiração e do sono e déficit de Atenção e Hiperatividade, perda de qualidade de vida e atenção durante o dia, déficit de hormônios de crescimento, fazer xixi na cama, transpiração noturna dificuldade em controlar a temperatura corporal.

A Energia Vital do ser humano é favorecida pela qualidade da respiração, que oxigena as células e propicia sono reparador e melhor qualidade de vida.

Saliva artificial e Aparelho Oral para Ronco Apnéia do Sono

A Saliva artificial lubrifica e protege a mucosa bucal é vendida em farmácia e também manipulada, traz grande conforto para os respiradores bucais, roncadores e apnéicos e diminui os despertares noturnos e insônia. Pode ser usada durante o dia e a noite, pois ar condicionado, o ar com baixa umidade e seco “rouba” umidade da mucosa oral durante a respiração bucal, inflama as mucosas e as cordas vocais, o que pode tornar a voz rouca pela sensação da garganta seca e áspera.

Deve ser usada por 4 vezes ao dia, antes de dormir, e se acordar para tomar água e depois usar jatos de saliva artificial, que sozinha ou em conjunto com o aparelho oral amenizará os efeitos da garganta seca.

A Saliva artificial junto ao aparelho oral de Albertini que estimula a respiração nasal durante o sono, e mantêm a musculatura na posição de descanso e lábios vedados, assim como preservando e ampliando os espaços respiratórios e recolocar o aparelho oral devido à má posição lingual.

Albertini; Reimão (2002) O aparelho Oral com estímulo exteroceptivo de Laura, forma uma válvula lingual e estimula o fluxo pela passagem aérea nasofaringe junto aos tratamentos médicos da obstrução nasal.

Pediatras, otorrinolaringologistas, homeopatas, neurologistas, psiquiatras, psicólogos, neuropsicólogos, fonoaudiólogos, educadores, odontopediatras, precisam observar as atresias dos maxilares, respiração bucal e sonolência diurna e suspeitar dos distúrbios obstrutivos do sono, encaminhar ao dentista para ortopedia funcional dos maxilares, evitar extrações e apinhamentos dentais.

Prevenir é indicar precocemente ao dentista do respirador oral e sono, para adequar a língua, a válvula lingual dentro do vazio dos maxilares e se preciso expandi-los, com intuito de melhorar a respiração nasal e preservar a umidade bucal para proteger as mucosas do ar seco. Inflamações crônicas da garganta, amídalas, língua, palato mole, úvula retrofaringe aumenta o volume das mucosas em 30% devido fluido inflamatório.

A intervenção Odontológica vem sendo de grande interesse multidisciplinar aos médicos que tratam pacientes com distúrbios obstrutivos respiratórios do Sono. Os Dispositivos de Albertini, de Planas, Simões, Maurício, podem ser utilizados para prevenção e tratamento do Bruxismo, atresias dos maxilares, respirador bucal, Ronco e Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono.

A telerradiografia norma lateral, antes e depois com traçado de Macnamara mostra e mede as mucosas intraorais como palato mole, língua, e Albertini estimula a postura da ponta lingual relacionando-se com a papila incisiva, preservando o espaço vazio na naso-oro-faringe desinflamando-o apenas com a respiração nasal e umidade oral.

Paciente tratada por Albertini *Antes: Fig I






Depois Fig.2

Neste caso, paciente BF sexo feminino, 70 anos de idade usou aparelho oral de Albertini com estimulo exteroceptor de Laura que estimula a respiração nasal e desinflamação das mucosas intraorais, saliva artificial para tratamento da cefaléia ligada Articulação temporo mandibular, insônia.

As áreas Obstrutivas e inflamadas:Classificação modificada das VAS, com base na estrutura anatômica. Tipo I (faríngea superior) inclui palato, úvula e tonsilas; tipo II (combinado); tipo III (base de língua, supraglote e hipofaringe. B. Tucker Woodson, MD .


Bibliografia:

Albertini, Reimão.Avanços em Medicina do Sono; Reimão org; edit APM; 349-60; 2001.

Enlow. Crescimento Facial, 3a.ed.; edit. Artes Médicas, 554 págs.;1993.

Planas. Reabilitação Neuroclusal; 2a.ed. edit. MEDSI; 355 págs.;1987.

Simões, Wilma A; Ortopedia Funcional dos maxilares, 3ª ed. Artes Medicas; 2003.

Woodson; in Ronco e Apnéia do Sono org José A.Pinto; cap.7;Reinventer;2000.


Artigo gentilmente fornecido ao Blog do Conhecimento por Drª Rosana Albertini

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Distúrbios Alimentares

O termo distúrbios alimentares refere-se a distúrbios psicológicos caracterizados por graves anomalias no comportamento de ingestão. Os mais conhecidos são a anorexia e a bulimia nervosas (Raich, 2001). De acordo com Department of Health and Human Services, estes distúrbios envolvem sérias perturbações no comportamento de ingestão tais como extrema redução de ingestão ou sobre ingestão severa associadas a sentimentos de stress e preocupação excessiva sobre forma corporal e peso.
Muitas pessoas preocupam-se acerca de quanto e o que comem de tal forma que certos indivíduos têm uma preocupação mórbida acerca da sua imagem corporal e avaliam-se de acordo com a sua magreza (Bouça, Sampaio, 2002). Esta forma de ameaça de morte psicopatológica deve ser distinguida de outras causas de perda de apetite e de peso (Cameron, Bloyde e Davis, 2004).
Este tipo de distúrbios afecta muito mais as mulheres (especialmente jovens) de que os homens; são mais frequentes em sociedades onde há abundância de comida e cuja cultura enfatiza a magreza (Raich, 2001; Department of Health and Human Services) e cujo estilo de vida enfatiza o sedentarismo (Wilhelm e Clarke, data).
Estes distúrbios podem associar-se com psicopatologias graves (tais como depressão, abuso de substâncias e perturbações de ansiedade) e interferir no funcionamento normal da vida a nível laborar, social e de estudo (Raich, 2001; Department of Health and Human Services).
Estes problemas geralmente apresentam as suas primeiras manifestações na infância e na adolescência e podem ser divididos, de acordo com Appolinário e Claudino (2000), em dois grupos: os que ocorrem precocemente na infância e que representam alterações da relação da criança com a alimentação e os que aparecm mais tardiamente onde se enquadram os transtornos propriamente ditos, mormente a anorexia e a bulimia nervosas.
As pessoas que padecem deste tipo de desordem geralmente experimentam um vasto leque de complicações físicas das quais são exemplo problemas cardíacos, lanugo e osteoporose. As complicações físicas inerentes a estas doenças podem levar à morte (Bouça e Sampaio, 2002).
As doenças do comportamento alimentar são as terceiras mais comuns entre as raparigas adolescentes, a seguir à asma e obesidade, segundo Wilhelm e Clarke (data) e, muito frequentemente, não são consideradas como um problema pelo paciente. Estes mesmos autores referem que os distúrbios do comportamento alimentar englobam os que fazem dieta, que recusam comer mesmo quando têm fome, e aquelas que comem mesmo quando não têm fome.
A adolescência envolve um leque de desenvolvimentos que têm um impacto no comportamento alimentar, como sejam a puberdade, a mudança da forma corporale novos sentimentos sexuais (Wilhelm e Clarke, data). A puberdade está associada com um ganho de peso considerável e esta alteração ocorre num contexto cultural que exalta um ideal de beleza feminino de magreza extrema (Johnson, Roberts e Worell, 1999).
Os ideais de magreza aceites socialmente e perpetuados pelos media fornecem uma representação distorcida do auto-controlo, magreza e da atractividade física. As jovens experienciam, desta forma, stress relacionado com as expectativas sociais, a que também os rapazes não são alheios (Wilhelm e Clarke, data; Saikali, Soubhia, Scalfaro e Cordas, 2004; Levine, Smolak Hayden, 1994).
Wilhelm e Clarke (data) referem como factores de risco para desenvolver uma perturbação alimentar: ser do sexo feminino, ter vulnerabilidade genética, história familiar de perturbação psiquiátrica, obesidade pré-mórbida, estilo perfeccionista e um pouco obsessivo, família e sistemas sociais disfuncionais, perturbação obsessivo-compulsivo, personalidade borderline e história prévia de abuso sexual. Os precipitantes poderão ser comentários sobre a forma corporal ou diminuição da auto-estima. Hewitt, Flett e Ediger (1995) referem que o perfeccionismo pode contribuir para a emergência de uma perturbação da alimentação uma vez que transformando uma imperfeição normal em algo mais traumático ou fazendo com que se avalie um corpo normal como um sinal de imperfeição.
As mulheres podem encarar o comer como uma estratégia de coping para com sentimentos desconfortáveis e Hooker e Convisser (1983) referem algumas das razões explicativas: evitar assuntos difíceis escapando da realidade, para se acalmarem e relaxarem ou se sentirem confortadas, para alívio do sentimento de vazio, para proscrastinar evitar outras responsabilidades, para preecher um vazio, para se sentirem enérgicas, punidas ou recompensadas.
De acordo com Bouça e Sampaio (2002), as doenças do comportamento alimentar devem ser entendidas como doenças que reflectem a confluência entre psicológico individual, determinantes biológicos e factores sócio-culturais devendo, para tal, ser abordadas numa perspectiva multidimensional.
Segundo Cameron, Bloyde e Davis (2004), várias são as complicações médicas causadas pelas perturbações alimentares nomeadamente pelo vómito e pela sub ingestão alimentar.
O vómito pode provocar erosão permanente do esmalte dos dentes e cáries dentárias, alargamento das glândulas salivares, especialmente das parótidas, calos nas costas das mãos devido a trauma repetido causado pelos dentes na indução do vómito (sinal de Russell), roturas esofágicas e gástricas, sérios problemas cardíacos e esqueléticos e cardiopatias provocadas pelo uso regular de xarope de ipecacuanha. Testes laboratoriais demonstram, nestes pacientes, a presença de hipocalemia, alcalose hipoclorémica, hiponatremia, hipomagnesamia e de elevados níveis de serum amilase (Cameron, Bloyde e Davis, 2004). É ainda referido a presença de anemia, , hipoglicémia,
A sub ingestão alimentar provoca: emagrecimento, amenorreia, infertilidade, atrofia do sistema reprodutivo, obstipação, dor abdominal, intolerância ao frio, letargia, bradicardia, hipotensão, arritmias cardíacas, falhas cardíacas, lanugo, edema periférico, miopatia proximal, perda de tecido muscular, osteoporose, fracturas ósseas, crises, enfraquecimento cognitivo e depressão. Testes laboratoriais demonstram funções vitais anormais, desidratação, diminuição de cortisol e da hormona de crescimento, T3, FSH e LH reduzidos, hipercolesterolemia, hipoglicémia, hipercarotemia, anemia normocitica e leucopenia (Cameron, Bloyde e Davis, 2004).

Bibliografia

Appolinário, J.C. & Claudino, A.M. (2000). Transtornos Alimentares. Revista Brasileira Psiquiátrica, 22: 28-31.

Bouça, D. & Sampaio, D. (2002). Avaliação Clínica nas Doenças do Comportamento Alimentar. Revista Portuguesa de Psicossomática, 4: 121-133.

Cameron, A., Bloyde, D. e Davis, S. (2004). Psychiatry. 2ª edição. Espanha: Elsevier Science Limited.


Hewitt, P. L., Flett, G. L. & Ediger, E. (1995). Perfectionism traits and perfectionistic self-presentation in eating disorder attitudes, characteristics, and symptoms. International Journal of Eating Disorders, 18: 317-326.

Hooker, D. & Convisser, E. (1983). Women's eating problems: An analysis of a coping mechanism. Personnel and Guidance Journal, 236-239.

Johnson, N., Roberts, M. e Worell, J. (1999). Body image concerns and disordered eating in adolescencent girls: risk and protective factores. In Striegel-Moore, R.H. & Cachelin, F.M. Beyond Apperance. A New Look at Adolescence Girls. USA: APA.

Levine, M. P., Smolak, L. & Hayden, J. (1994). The relation of sociocultural factors to eating attitudes and behaviours among middle school girls. Journal of Early Adolescence, 14: 471-490

Raich, R.M. (2001). Anorexia e Bulimia. Amadora: McGraw Hill.


Saikali, C.J., Soubhia, C.S., Scalfaro, B.M. e Cordas, T.A. (2004). Imagem Corporal nos Transtornos Alimentares. Revista de Psiquiatria Clínica. 31 (4); 164-166.

Wilhelm, K.A. & Clarke, S.D. (data). Eating Disorders from a primary Care Perspective. MJA Practice Essencials, Mental Health.